O Marketing de Conteúdo e a identificação da necessidade

O Marketing de Conteúdo tem sido a saída de muitas empresas para se aproximar de seus clientes.O problema é a forma como isso vem sendo feito.

 

As vantagens sobre a publicidade tradicional são evidentes: não é uma peça intrusiva, tem seu valor embasado na utilidade, aproxima a marca do consumidor por uma percepção não mercadológica, tem efeitos de branding, exige um budget menor, efeito de calda-longa, etc. Por isso mesmo, esse tipo de método vem alavancando adeptos e muitos vêm usando a técnica para melhorar números de acessos, SEO e receita.

O problema é a forma como isso vem sendo feito.

O Marketing de Conteúdo, como o próprio termo já define, precisa ter o conteúdo como seu principal atrativo. Em termos de SEO, não adianta ter quantidade ao invés de qualidade, pois o próprio algoritmo do Google já pune esse tipo de comportamento. Já do ponto de vista do consumidor, uma informação inútil causa frustração ao invés da sensação de bom atendimento. O problema na atual abordagem do Marketing de Conteúdo justamente tem sido a deficiência em gerar algo que realmente traga valor à vida do consumidor. Algo que acabe com a “dor” do persistente problema.

Como resolver?

Obviamente, é preciso que empresas e agências coloquem profissionais extremamente hábeis na hora de prospectar e desenvolver um novo conteúdo. Algo mediano não pode ser desprezado, claro. Por outro lado, os números mais desejáveis só começam a aparecer quando o conteúdo realmente é acima da média. O conteúdo perfeito dá dicas essenciais, resolve problemas e aproxima a linha marca/consumidor/produto.

Após contar com um profissional que realmente seja hábil para a tarefa, é necessário identificar a necessidade de um cliente. Usemos como exemplo um produto como a botina de segurança. Onde ela pode ser aplicada? Qual sua composição? Como é o uso adequado? Quais as melhores marcas? Essas são algumas das perguntas que devem ser respondidas na landing page do produto. Não deve haver apenas um texto sem graça ou então fatos não embasados na realidade. Após assimilar o conteúdo, o consumidor já deve poder visualizar como aquele material será útil em seu dia.

Para identificar a necessidade em relação a um produto?

Quando o início do planejamento para um conteúdo começar, imagine por que o consumidor iria necessitar daquele produto. Qual sua vantagem em relação aos concorrentes? Ele é barato? Tem qualidade? Após um briefing com as principais ideias vem o momento-chave: a conversa com o consumidor final. Pouquíssimas empresas têm essa preocupação.

Um diálogo com indivíduos potenciais compradores é o diferencial em ganhar novos insights para o conteúdo. Afinal, quem melhor do que ele para dizer o que precisa? Uma boa conversa pode até dar novas ideias para o departamento de P&D para futuras modificações. Tal conceito é muito abordado no livro Wikileaks.

Para aplicar esse método, é necessário identificar consumidores com um perfil mais característico possível à maioria. A seguir, se cria uma lista e se tenta marcar uma reunião. A conversa pessoalmente costuma gerar mais resultados do que uma simples troca de e-mail. O processo exige organização, mas traz muitos benefícios em longo prazo.